Perguntam-se agora vocês: “Porquê caro Confrade Monteiro?” (espero que tenham perguntado mesmo… Olhem que eu sei se perguntaram ou não…)
Já todos devem ter observado a imagem acima e muitos de vós já a conhecem dos meios internéticos (que bela palavra não é?! Alguém que vá ao dicionário ver se existe…), mas a verdade é que muitos de vós (senão todos) não conhecem as raízes por detrás de tal anúncio.
Todos estão cientes, até pela apresentação do Confrade Oliveira (cognome “géiser Vegetariano”) da crise que tem assolado o mundo e sobre a forma como nos tem afectado.
A minha consternação advém do simples facto de nem uma actividade nobre e antiga como aquela levada a cabo pelas senhoras prostitutas está a salvo de tal falta de recursos (especialmente se continuam a despedir camionistas). No entanto ainda há esperança! É verdade. A capacidade adaptativa destes seres da noite é um exemplo para todos nós.
No tempo das vacas gordas (e não me estou a referir à massa gorda das senhoras mas sim ao tempo em que havia dinheiro e camionistas) a actividade fantástica que era a prostituição definia-se por:
“actividade institucionalizada que visa ganhar dinheiro com a cobrança por actos sexuais e a exploração de prostitutas e prostitutos”
Fonte: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
Reparem como a parte a negrito, com o acentuar da crise, se tornou tão importante. Hoje, no estranho mundo actual, e como podem ver pelo cartaz acima apresentado, a exploração de prostitutas e prostitutos não se refere apenas à cobrança por actos sexuais, mas sim pela real exploração de todos os recursos (no caso do cartaz a roupa interior).
Agora a prostituição não se limita à venda do corpo mas de todos os pertences de uma prostituta ou prostituto. Eu digo aprendamos com este negócio tão nobre e deixem de ver a prostituição como aquela coisa que tanto se fala mas que só se aplica aos pobres como nós, como é que se diz? Ah! ILEGAL!
Uma nota final para expressar mais uma indignação.
QUECAS A 9.90€??? COM SOUTIEN???
Cumprimentos e como dizem os nossos amigos da RFM “Vale a pena pensar nisto!”


